O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, afirmou hoje (domingo) que a cidade está “a beira de uma catástrofe humanitária” e que sente orgulho de seus cidadãos por resistir à invasão das tropas russas à capital da Ucrânia

Ele admitiu, porém, não saber até quando aguentarão a pressão da Rússia.

A madrugada de sábado, 26, para domingo, 27, foi de muitos ataques nos arredores da cidade.

Em entrevista hoje à agência de notícias Associated Press, Klitschko ficou em silêncio por vários segundos quando foi perguntado se havia planos para evacuar civis no caso de tropas russas conseguirem tomar a cidade.

“Não temos como fazer isso porque todas as saídas estão bloqueadas. No momento, estamos cercados”, respondeu.

Kiev tem 2,8 milhões de habitantes e, segundo o prefeito, nove civis foram mortos, incluindo uma criança, após as tentativas de incursão russa.

Um toque de recolher foi ordenado por Klitschko no sábado, considerando que qualquer pessoa não autorizada encontrada nas ruas da cidade seria considerada um infiltrado russo.

“Estamos caçando os infiltrados e será muito mais fácil fazer isso sem ninguém nas ruas”, explicou Klitschko.

Ele complementou: “Agora, temos eletricidade, água corrente e aquecimento nas nossas casas. Mas a infraestrutura para recebermos remédios e comida foi destruída”.