A desidratação e a hipotermia têm sido os principais problemas de saúde enfrentados pelos refugiados que tentam sair da Ucrânia em direção aos países vizinhos. A informação é da ONG Médicos Sem Fronteiras. O grupo encaminhou equipes para receber as pessoas nos países que estão com as fronteiras abertas.
Segundo a diretora de operações da ONG, Chrsitine Jamet, as equipes acompanharam nos últimos dias muitas pessoas passando a pé, de carro, ônibus na fronteira da Polônia. Os médicos chegaram a dar assistência a crianças com apenas 25 dias de vida.
“Muitos daqueles que cruzaram a fronteira polonesa nos disseram que esperaram longas horas esperando em filas, sob temperaturas congelantes. Muitos estão desidratados e outros sofrendo de hipotermia”, afirmou Jamet.
Segundo a ONU, pelo menos 660 mil pessoas já deixaram o território ucraniano. O porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) afirmou que o clima na cidade de Lviv é triste e estressante. Milhares de pessoas tentam todos os dias embarcar nos trens que seguem em direção às fronteiras da Ucrânia.
Segundo ele, pelo menos 13 crianças já morreram no conflito. Na contagem da ONU, 136 civis foram mortos nessa primeira semana de guerra na Ucrânia. As Nações Unidas reconhecem que esse número é subestimado e que a contagem real de vítimas deve ser bem maior.

