Mais de 1 milhão de pessoas já deixaram o território ucraniano nos últimos 7 dias, de acordo com a Organização das Nações Unidas. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 3, e mostram que o horror da guerra assusta muitas famílias que vivem na região atacada pelo exército da Rússia.

A agência da ONU para refugiados informou que o número segue crescendo e só deve parar se houver um cessar-fogo na região. Os grupos chegam às fronteiras a pé, de carro e de trens, passando horas sob temperaturas congelantes.

Além do frio, alguns refugiados são vítimas de tentativas de golpes. A embaixada brasileira compartilhou um comunicado em que pede para que os refugiados evitem aceitar caronas de pessoas estranhas.

O alto comissário da ONU para os refugiados, Filippo Grandi, afirmou em nota que este é o maior êxodo que já presenciou. “Eu tenho trabalhado em emergências de refugiados há quase 40 anos, e poucas vezes vi um êxodo tão rápido quanto esse. Hora a hora, minuto a minuto, mais pessoas estão deixando a assustadora realidade da violência”, disse. Segundo ele, são esperados outros milhões de pessoas nas fronteiras.

Enquanto isso, delegações da Rússia e da Ucrânia voltaram a se reunir na tarde desta quinta-feira, para negociar um possível acordo de cessar-fogo na região. O encontro deveria ter acontecido na quarta-feira, mas foi adiado pelos dois países.

A negociação está ocorrendo na cidade de Belovezhskaya Pushcha, em Belarus, país que apoiou a iniciativa de Vladimir Putin de invadir a Ucrânia.