O segundo encontro para a tentativa de um acordo de paz entre russos e ucranianos terminou com a definição apenas de corredores humanitários, para facilitar a fuga de refugiados. A reunião foi realizada em Belarus, país que ajudou as tropas de Vladimir Putin a invadir a Ucrânia. As informações são da agência estatal russa Tass.

Os representantes dos dois países devem se reunir nos próximos dias para uma terceira rodada de negociações. A data ainda não foi divulgada.

Do lado russo, as negociações foram conduzidas pelo assistente presidencial Vladimir Medinsky. Ele afirmou a repórteres na saída do encontro que pode haver cessar-fogo nas áreas dos corredores, durante os horários determinados para a passagem de civis.

“A principal questão que foi resolvida hoje é a questão de salvar pessoas, civis, que se encontravam na zona de confrontos de combate. Portanto, as partes – representantes do Ministério da Defesa da Federação Russa, do Ministério da Defesa da Ucrânia – acordaram sobre o formato do regime de manutenção de corredores humanitários para a saída da população civil, uma possível cessação temporária das hostilidades no setor do corredor humanitário para o período de saída da população civil”, disse.

Ainda segundo Medinsky, o resultado do encontro pode ser considerado como um progresso entre as partes. O assessor de Vladimir Putin pediu que os civis usem os corredores e evitem o conflito armado.

O representante da Ucrânia, Mikhail Podolyak afirmou que os corredores humanitários também servirão para a entrega de medicamentos e comida aos locais com maiores atividades militares.

Ameaças a “mercenários ocidentais”

Longe do local da reunião, o ministro da Defesa russo, Igor Konashenkov, ameaçou o que chamou de “mercenários ocidentais” que vierem a ser presos pelo exército do país. Segundo ele, quem for detido será julgado pelas leis da Rússia, sem gozar dos direitos definidos nas leis internacionais humanitárias. Nenhum deles será considerado como prisioneiro de guerra.

Ele ainda disse que sabotadores ucranianos podem ser enquadrados da mesma forma, já que são abastecidos por armamentos de países ocidentais.