O presidente Jair Bolsonaro não pode ouvir o nome de seu ex-chanceler Ernesto Araújo, que tem criticado a diplomacia do Brasil em relação à Rússia.

Para Bolsonaro, Araújo age motivado por sentimentos egoístas ao tentar, segundo o presidente, enfraquecer seu sucessor à frente do Ministério das Relações Exteriores.

O ex-ministro tem declarado que o presidente reproduz desinformação russa em suas falas e que o mandatário errou ao visitar o país num momento de escalada de tensão.

Para Bolsonaro, dizem seus interlocutores, o posicionamento do ex-aliado “não passa de inveja” e uma tentativa de derrubar o atual chanceler, Carlos Alberto França. Bolsonaro diz que manterá seu chanceler.

Um dos nomes ligados à ala ideológica do governo, Araújo se demitiu em março do ano passado depois de sofrer pressão do próprio presidente por se indispor com senadores, de quem Bolsonaro tentava se aproximar.