Advogados que representam o governo da Ucrânia afirmaram nesta segunda-feira, 7, que a Rússia rasgou a Convenção sobre Genocídio, de 1948, ao invadir o território ucraniano. Os juristas apresentaram as alegações iniciais em um processo na Corte Internacional de Justiça, em Haia, na Holanda.
O tribunal vai analisar possíveis crimes de guerra que possam ter ocorrido ou que venham a ser registrados durante o conflito na Ucrânia. O processo foi aberto pelo governo ucraniano, que denunciou violações por parte do exército comandado por Vladimir Putin.
Oficialmente, a Rússia diz que invadiu o país vizinho para derrubar o governo local, acusando as forças de Volodymyr Zelensky de promover genocídio contra civis separatistas nas regiões de Donetsk e Luhansk.
Na sustentação, o representante da Ucrânia afirmou que as alegações da Rússia são infundadas. Ele disse que a narrativa de Putin é baseada em mentiras. “As consequências são agressão não provocada, cidades sob cerco, civis sob fogo, uma catástrofe humanitária e pessoas fugindo por suas vidas”, afirmou.
A Ucrânia pediu que a Corte Internacional de Justiça use o poder que detém para agir contra a Rússia. Representantes russos devem ser ouvidos pela Corte na terça-feira, 8. Não há prazo para que o julgamento seja realizado.

