A discussão sobre a doação de caças soviéticos à Ucrânia foi retomada nos últimos dias, após os Estados Unidos indicarem que podem contemplar essa opção a depender do avançar da guerra. Depois de negar a imposição da zona de restrição aérea sobre o céu ucraniano, o governo Joe Biden – com apoio parlamentar interno (inclusive de Republicanos) – fez esse aceno depois dos repetidos pedidos de Volodymyr Zelensky.
O presidente ucraniano suplica desde os primeiros dias do conflito por mais poder bélico e restrições (não apenas econômicas) contra a Rússia. Disse há dois dias que a continuidade dos avanços militares (que tem destruído inúmeros veículos militares russos terrestres, aéreos e marítimos) de seu exército dependem de apoio aéreo. Logo após o carnaval, o fornecimento de aviões MIG-29 à Ucrânia por nações que integravam a União Soviética foi divulgado, mas depois desmentido pela Polônia.
Putin já disse – entre suas ameaças de ataque nuclear – que qualquer país que ceder território ou instalações para apoiar militares da Ucrânia será considerado um colaborador dos ucranianos com status hostil frente à Rússia – Polônia e Letônia têm sido usadas como bases para entrega de auxílio humanitário e bélico. Na promessa anterior, além dos poloneses, foram envolvidos na transferência Bulgária e Eslováquia. Agora, resta saber se Otan e EUA garantirão sua força e fornecerão jatos de ataque aos ucranianos ou se as ameaças do czar surtirão efeito e a aliança militar deixará Zelensky a sua própria sorte.

