Um evento do Grupo Voto sobre o Dia Internacional da Mulher está sendo criticado pela ausência de palestrantes do sexo feminino. No lugar de qualquer mulher (que são a maioria do país), a entidade preferiu convidar para falar Jair Bolsonaro, Arthur Lira, Tarcísio de Freitas, Paulo Guedes e Rodrigo Garcia, vice-governador de São Paulo.

O presidente da República já fez mais comentários machistas do que se pode contar. Mas o maior de todos continua sendo o ataque contra Maria do Rosário: “Ela não merece [ser estuprada] porque ela é muito ruim, porque ela é muito feia, não faz meu gênero, jamais a estupraria. Eu não sou estuprador, mas, se fosse, não iria estuprar porque não merece.”

O presidente da Câmara foi acusado, durante a disputa pela presidência da Casa, de violência doméstica pela ex-mulher. Em 2013, o STF aceitou denúncia sobre o mesmo tema contra o parlamentar.

O evento do Grupo Voto representa bem a mudança do eixo de poder em Brasília, que une Bolsonaro e o Centrão. As mulheres são raridade. Um exemplo é o ministério bolsonarista, que têm três mulheres dentre 22 pastas: Tereza Cristina, Damares Alves e Flávia Arruda.

O Grupo Voto foi procurado para se manifestar, mas não respondeu até a publicação desta notícia.