Em encontro com lideranças evangélicas nesta terça-feira, 8, o presidente Jair Bolsonaro garantiu a eles que vetará a liberação dos jogos no país se o Senado, a exemplo da Câmara dos Deputados, aprovar o projeto de lei sobre o tema.

O presidente já havia feito a mesma promessa numa live no fim de fevereiro. Para ele, é importante se posicionar publicamente contra a liberação dos jogos. Com isso, acredita brecar o avanço de seus adversários, principalmente o do ex-juiz Sergio Moro, sobre o segmento que lhe é dos mais fiéis.

Bolsonaro, porém, faz jogo duplo.

Enquanto diz a grupos evangélicos que vetará o projeto de lei se aprovado no Congresso, ele acalma seus aliados favoráveis à mudança na legislação. Diz que, ao analisarem seus vetos, deputados e senadores vão permitir que se instale cassinos no Brasil.

Bolsonaro pediu a seu filho, Flávio, que trabalhe com discrição pela mudança na legislação. O presidente não determinou que ele pare, mas que aja de maneira discreta.

O zero um do presidente é um entusiasta da liberação dos cassinos no Brasil e trabalha para que o projeto, aprovado na Câmara, passe também no Senado.

Bastidor informou que lideranças evangélicas prometem lotar os gabinetes do Senado com pastores locais para cobrar dos senadores uma posição contrária à proposta de lei.