O Planalto tem um plano para encerrar a disputa política e empresarial pelas vagas abertas nas agências reguladoras. Sem acordo para acomodar os nomes que concorrem (há mais padrinhos do que cargos), Jair Bolsonaro pretende publicar um pacotão no Diário Oficial com todos os escolhidos.
Se levada a cabo, a tática diluiria, em tese, a insatisfação dos perdedores – e a capacidade de retaliação política dos patrocinadores que se julgarem traídos. Há intensa disputa entre senadores e empresários pela indicação das vagas nas agências.
A concorrência é forte em quase todos os órgãos que têm sigla: ANS, ANA, Aneel, Anatel, CADE e por aí vai.
A competência técnica é um critério inexistente nas escolhas. O Bastidor já mostrou que as preferências de Bolsonaro para as agências podem ser tudo, menos técnicas. Os nomes para a ANA não têm experiência com saneamento – competência delegada pelo Congresso no ano passado à autarquia. Na ANS o cenário é parecido, com candidatos inexperientes sobre saúde suplementar.

