Parte do Centrão está confiante na reeleição de Jair Bolsonaro, mas não só pelas recentes pesquisas mostrando a melhora das intenções de voto no presidente. Uma parcela desse grupo político vê em Dilma Rousseff um exemplo de esperança.

Em jantares recentes, parlamentares e assessores citaram as dificuldades enfrentadas por Dilma em 2014 para apontar que a situação de Bolsonaro não é tão ruim. Lembraram que a petista venceu Aécio Neves numa disputa acirrada, um ano depois das maiores manifestações desde as Diretas Já.

Destacaram ainda que tudo isso aconteceu sem que Dilma tivesse muito apoio no Congresso. Em 2013, a petista chegou a ter 49% de rejeição e a avaliação positiva de seu governo desabou para 34%. No ano seguinte, a aprovação da gestão da petista caiu para 31% em junho, mas terminou 2014 em 52%.

Já Bolsonaro, que tem o apoio de Arthur Lira na Câmara, enfrenta há dois anos uma pandemia e as pressões econômicas resultantes das medidas de isolamento social. A guerra na Ucrânia também influencia a gestão do capitão reformado por conta do aumento dos preços das commodities, principalmente trigo e combustíveis, e dos fertilizantes.

Desde a Constituição de 88, nenhum presidente que disputou a reeleição perdeu o pleito. FHC venceu em 98; Lula, em 2006; e, finalmente, Dilma, em 2014.