Jair Bolsonaro viaja hoje (quarta) à Bahia para fechar uma aliança com a cúpula regional do PP. O encontro não está na agenda do presidente.

O PP rompeu com o PT após desavenças na formação da chapa local ao governo. Os chefes do partido na Bahia asseguram que foram traídos por Lula – esperavam que João Leão, vice do petista Rui Costa, permanecesse os próximos meses à frente do Executivo baiano. Agora, preferem apostar na reeleição do presidente.

Se o acordo vingar, Bolsonaro terá palanque em cerca de cem municípios baianos, nos quais o PP comanda prefeituras.

Amanhã (quinta), os dirigentes locais do PP pretendem conceder uma coletiva no Fiesta Bahia Hotel. Nela, anunciarão apoio à candidatura de ACM Neto ao governo. O partido negocia uma vaga de vice na chapa dele.

Pelo acordo, ACM Neto dará palanque a Bolsonaro – mas somente quando as eleições estiverem próximas. O ex-prefeito de Salvador não quer se indispor tão cedo com o eleitorado lulista do estado.

O avanço de Bolsonaro na Bahia, caso se confirme nos moldes ora combinados entre as partes, extinguirá a pré-candidatura de João Roma. Ele seguiria como ministro da Cidadania. E receberia apoio para concorrer à Câmara.

Neto, que já é amplo favorito, concorreria quase sozinho ao governo da Bahia. O PT lançou um candidato inexpressivo.