A guerra na Ucrânia deve levar 90% da população local à pobreza e extrema vulnerabilidade nas próximas três semanas, segundo estimativas do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas. A entidade calcula que a reconstrução da infraestrutura do país vá custar US$ 100 bilhões ao bolso dos ucranianos.

O conflito entre a Rússia e a Ucrânia já provocou o maior êxodo populacional na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Até esta quarta-feira, 16, mais de 3 milhões de pessoas deixaram o país, tentando fugir do conflito. Além delas, mais de 2 milhões de pessoas saíram dos lugares onde moravam, mas ainda permanecem dentro do território ucraniano.

A ONU afirma que pelo menos 30% da população ucraniana precisa de assistência humanitária. Ao menos 18 milhões de pessoas devem ser atingidas de alguma forma pelos impactos da guerra. 

A economia local também foi perigosamente atingida. Metade das empresas da Ucrânia fechou as portas nas últimas três semanas, enquanto a outra metade segue funcionando, mas abaixo da capacidade operacional.

A estimativa inicial é de que o país precisará de US$ 250 milhões mensais para custear parcialmente as perdas 2,6 milhões de pessoas atingidas. Já para fornecer uma renda básica aos mais vulneráveis, serão necessários outros US$ 450 milhões mensais.

A ajuda financeira também precisará se estender aos países vizinhos, que têm recebido grandes quantidades de refugiados. Só a Polônia já abriga 1,8 milhão de pessoas. Já a Romênia contabiliza outras 467 mil pessoas. A Moldávia, que tinha população de 2,6 milhões de pessoas, viu 344 mil atravessarem a fronteira para fugir da guerra.

Mortos e feridos

Tanto Ucrânia quanto a Rússia divulgam dados muito diferentes entre os mortos e feridos na guerra, o que dificulta o acompanhamento real da situação. A ONU tenta fazer esse cálculo diariamente, mas reconhece que os números são subestimados.

Até o momento, as Nações Unidas contabilizam que 1.834 civis já foram atingidos diretamente nos ataques. Desses, 691 morreram e outros 1.143 ficaram feridos. Entre os mortos, 48 eram crianças.