A Corte Internacional de Justiça determinou que a Rússia pare imediatamente as ações militares na Ucrânia. A decisão foi tomada na tarde de quarta-feira, 16, por 13 votos a 2. Os votos contrários foram do juiz russo Kirill Gevorgian e do chinês Xue Hanqin. Apesar do resultado, a Rússia não é obrigada a obedecer às ordens do tribunal.
O julgamento teve início depois que o governo da Ucrânia encaminhou uma denúncia ao tribunal, com sede em Haia, na Holanda. A administração de Volodymyr Zelensky afirmou que a Rússia estava manipulando os conceitos de genocídio para justificar as agressões ao país.
No discurso oficial, o regime de Vladimir Putin afirma que a invasão se deu porque o governo ucraniano estava matando deliberadamente grupos separatistas pró-Rússia, nas regiões de Donetsk e Luhansk. O Kremlin compara o governo ucraniano ao regime nazista. Porém, os juízes não encontraram indícios suficientes para comprovar a justificativa da Rússia para os ataques contra o governo ucraniano.
O julgamento
Durante a análise do caso, os juízes ouviram representantes do governo da Ucrânia e da ONU, que apresentaram dados sobre os estragos que a guerra está provocando no país. A Rússia não mandou nenhum representante para fazer a defesa oral do país, apenas encaminhou os argumentos por escrito.
Na sessão em que foi definido o resultado, a presidente da Corte, Joan Donoghue, dos Estados Unidos, reforçou que Ucrânia e Rússia devem suspender os ataques militares em ambos os lados e buscar uma solução pacífica para o conflito.

