Os motoristas russos precisarão contornar um problema sério com a mudança de estações e a continuidade da guerra na Ucrânia. As bruscas alterações nas temperaturas obrigam os motoristas a trocar os pneus dos veículos, entre versões de inverno e verão. O problema é que as sanções econômicas impostas à Rússia estão dificultando o acesso a esses produtos.

Segundo o jornal russo Izvestia, a Michelin suspendeu as atividades na única fábrica que mantinha no país e parou as importações de produtos fornecidos à Rússia. A publicação diz que a empresa francesa manterá o fornecimento às lojas até o fim do estoque disponível.

A japonesa Bridgestone e a alemã Continental também suspenderam o envio de pneus à Rússia e o funcionamento de fábricas no país. Todas alegam dificuldades para comprar matérias-primas e a situação geopolítica gerada pela invasão russa.

O jornal explica que a Rússia produz a maior parte das matérias-primas necessárias para a produção de pneus. Já a borracha é importada de países como o Vietnã, Indonésia e outras nações do sudeste asiático, que não impuseram sanções à Rússia, mas depende da importação de químicos produzidos na Europa, em nações que colocaram duras sanções ao governo russo.

Embora ainda não tenha sido registrada a falta de pneus no mercado, os preços já subiram cerca de 50% em alguns modelos. Carros que usam pneus com medidas especiais, em rodas acima de 20 polegadas, também devem ter dificuldade para encontrar produtos, já que esses modelos necessitam de encomendas especiais.