A criação do TRF-6 iniciou a disputa por 18 vagas de juízes federais. Todos serão lotados em Minas Gerais – a corte federal cuidará apenas do estado. Essas cadeiras estão movimentando a política da OAB mineira e do conselho federal da Ordem. A classe terá direito a dois representantes.

Caberá ao Superior Tribunal de Justiça escolher os indicados que integrarão as listas tríplices que serão enviadas a Jair Bolsonaro. Serão escolhidos dois integrantes da advocacia, dois do Ministério Público e 14 juízes federais. Depois dessa eleição, a corte regional, já com sua primeira formação, passará a definir seu próprio futuro.

Os principais nomes para ocupar as vagas são: Alessandro Laender, Charles Fernando Vieira da Silva, Flávio Boson Gambogi, Grégore Moreira de Moura e Luciana Nepomuceno. Laender é vice-presidente da comissão de Direito Aeronáutico da Ordem mineira; tem o apoio de advogados ligados às igrejas. Moura é procurador federal e professor de Direito Penal. Silva foi diretor da OAB-MG, chefiando atualmente a Escola Superior da Advocacia em Minas Gerais.

Gambogi é filho do desembargador Luís Carlos Gambogi e conhecido por ter estruturado a reformulação do Cruzeiro (onde é superintendente jurídico) como a primeira sociedade anônima de futebol (SAF) do Brasil – comprada por Ronaldo Fenômeno. E Nepomuceno é filha do desembargador Nepomuceno Silva, tendo sido conselheira federal pela OAB-MG até o começo deste ano e juíza do TRE-MG em 2010.

Fontes ouvidas pelo Bastidor afirmam que os favoritos são Gambogi, Silva e Nepomuceno. Porém, a disputa ainda está no começo: o STJ definirá primeiro quem serão seus dois novos integrantes. Essa predileção também pode mudar porque a seleção será paritária, considerando gênero e etnia, segundo uma fonte próxima às articulações.