O ex-presidente Lula está cada vez mais convicto de que o ex-juiz Sergio Moro será candidato a presidente da República, apesar do isolamento político que enfrenta.

Diante disso, a estratégia do petista é usar a candidatura de Moro para atacar o projeto de reeleição de Jair Bolsonaro, de quem o ex-juiz foi ministro da Justiça, atribuindo a uma conspiração, envolvendo a Lava Jato, a eleição do presidente em 2018.

Na filiação de Roberto Requião ao PT na sexta-feira, 18, em Curitiba, terra de Sergio Moro, Lula colocou em prática a estratégia e chamou o ex-juiz de mentiroso, em crítica ao que chamou de perseguição política, envolvendo a eleição de Bolsonaro.

O ex-presidente avalia que, se fosse outro candidato, não valeria a pena bater num adversário que estivesse na faixa de 6% nas pesquisas de intenção de voto, mas, sendo Moro, ele acredita ser possível colar a imagem de conspirador do ex-juiz à de Bolsonaro.

Lula também sabe que será alvo de acusações durante a campanha, já que não chegou a ser inocentado nas ações na justiça. Elas foram anuladas, o que, segundo acredita, dá margem para a manutenção das acusações no campo político.