Depois de bloquear o acesso dos russos ao Facebook e Instagram, o governo de Vladimir Putin tem um novo alvo: o YouTube. A plataforma de vídeos do Google é acusada de manter milhares de vídeos que divulgam informações consideradas falsas pelas autoridades locais, além de chamadas públicas para protestos contra a guerra na Ucrânia.
O Roskomnadzor, órgão regulador da mídia russa, reclama que o YouTube bloqueou canais oficiais do governo, mas manteve no ar os vídeos que contrariam o que determina Vladimir Putin. Uma lei local aprovada neste mês prevê não só a censura, mas penas de até 15 anos de prisão a quem divulgar informações sobre a guerra.
Entre os conteúdos considerados como ilegais pela Rússia estão vídeos que incitariam a violência contra o povo e o exército do país.
O governo diz que qualquer empresa estrangeira que opere na Rússia deve seguir a legislação local, sob risco de proibição das atividades. Essa medida se estende à internet, mesmo que o conteúdo esteja hospedado em outros países.

