O presidente Jair Bolsonaro avisou seus aliados e auxiliares que Milton Ribeiro (Educação) fica no cargo até pelo menos a reforma ministerial, daqui uns dias, quando ao menos oito ministros deixarão suas pastas para disputar as eleições.
Bolsonaro passou os últimos dias fora de Brasília e, apesar da pressão de Arthur Lira e Valdemar Costa Neto, que querem ocupar o ministério, o presidente não quer pensar em substituição agora.
O presidente passou o dia em Pernambuco e no Ceará. Ele ainda pretende ir a Minas Gerais e ao interior de São Paulo.
Para Bolsonaro, o ministério é ideológico – significa dizer que ele precisa colocar alguém que pactue das mesmas crenças e valores. O presidente não quer ser acusado de permitir pautas na educação contrárias ao conservadorismo religioso.
Além de Lira e Costa Neto, pastores como Silas Malafaia e Marco Feliciano também estão de olho na vaga e se ressentem de não serem atendidos pelo ministro. Mas compreendem que é preciso se movimentar conjuntamente, com um nome comum, com deputados da Frente Evangélica para serem atendidos por Bolsonaro.
Ribeiro tem sido pressionado desde a divulgação de um áudio em que admite receber demandas prioritariamente de um pastor, a pedido do presidente.

