Está sobre a mesa do presidente Jair Bolsonaro uma lista de nomes ligados ao PP, de Ciro Nogueira (Casa Civil); ao PL, de Valdemar Costa Neto; ao Republicanos, ligado à Igreja Universal; e à bancada evangélica.

Todos para ocupar o espaço aberto com a saída de Milton Ribeiro do Ministério da Educação.

Por enquanto, a pasta será tocada pelo secretário-executivo, Victor Godoy. Servidor da Controladoria-Geral da União, ele é rejeitado pelas legendas.

O PP faz pressão para que o presidente do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), Marcelo Ponte, seja promovido. Ponte foi chefe de gabinete de Ciro Nogueira.

O PL indicou Garigham Amarante Pinto, que é diretor de Ações Educacionais do mesmo FNDE. Valdemar defende que, sendo um indicado pelo partido do presidente, Bolsonaro terá mais controle sobre a pasta e suas políticas.

Por fora, corre o procurador regional da República Guilherme Schelb. Ele tem o apoio da bancada evangélica. Schelb é um dos defensores das ideias do movimento Escola sem Partido. Foi cotado para ocupar o Ministério da Educação em 2018, antes da posse de Bolsonaro. É apoiado por Silas Malafaia e outros evangélicos.

O Republicanos levou o nome do senador Mecias de Jesus. Líderes da legenda reclamam da falta de espaço no governo, com a saída do ministro João Roma do partido por articulação do presidente.

Roma se filiou ao PL. Para o chefe da legenda, o deputado Marcos Pereira, a pasta da Educação seria uma compensação.