O diretor geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, foi à Ucrânia, nesta terça-feira, 29. Ele deve participar de reuniões com autoridades locais para obter informações detalhadas a respeito dos níveis de segurança nas usinas nucleares ucranianas. O país tem 15 reatores disponíveis, além da área da antiga Usina de Chernobyl, palco do maior acidente radioativo da história.

A visita de Grossi é a primeira de um representante de alto escalão das Nações Unidas ao território da Ucrânia, desde o início da guerra. Há duas semanas, chefes de estado de países vizinhos também foram a Kiev para conversar com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Grossi pretende enviar técnicos da AIEA para a Ucrânia, além de suprimentos, como equipamentos de monitoramento e de emergência. Os profissionais devem realizar atividades de apoio aos ucranianos que cuidam das usinas. 

Ao longo desta semana, Grossi deve visitar pessoalmente as instalações nucleares disponíveis na Ucrânia. Pelo menos duas delas estão sob domínio do exército russo, Zaporizhzhia e Chernobyl. 

Nas instalações comandadas pelas tropas de Vladimir Putin, o governo da Ucrânia diz que os funcionários não estão fazendo os rodízios de turnos conforme determinam as normas internacionais.

A AIEA preparou planos de assistência de segurança que devem ser implementados em todas as usinas ucranianas, incluindo as que estão sob responsabilidade da Rússia. 

“A Ucrânia solicitou nossa assistência para segurança e proteção. Agora vamos começar a entregá-lo. A Ucrânia tem um dos maiores programas de energia nuclear da Europa. A presença da AIEA, quando necessário para garantir a segurança, é de suma importância. Estamos prontos para fornecer o apoio necessário agora”, afirmou Grossi.