A vaga de ministro substituto do TSE deverá ser decidida até 12 de abril, segundo fontes ouvidas pelo Bastidor e próximas à seleção dos convocados. A crise criada por Raul Araújo na corte eleitoral amainou as movimentações por apoios na disputa. Apesar disso, a seleção continua como programado, com conversas agendadas junto à secretária da Presidência do tribunal, Christine Peter.
O motivo é o mais óbvio: a corte ficou exposta e qualquer movimentação durante esse cenário mais prejudicaria do que ajudaria. Espera-se que a decisão seja tomada até o começo de abril, porque ainda há reuniões pendentes na corte – Christine Peter tem tocado as reuniões porque Luiz Edson Fachin é um ministro muito apegado às liturgias, impedindo assim qualquer crítica ou fofoca sobre parcialidade.
O Bastidor já mostrou que a disputa motivada pela renúncia de Carlos Velloso Filho tem sido diferente das anteriores. Será entre convocados, não candidatos. A mudança é resultado dos constantes atritos entre o TSE e Jair Bolsonaro.
Até ministros do STF que não integram a corte eleitoral evitam se envolver, para deixar a escolha exclusivamente com Luiz Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Despontam como favoritos Fabrício Medeiros e Flávio Pansieri, enquanto Gustavo Severo corre por fora.
Procurado, o TSE informou que seus atos são baseados em práticas institucionais e republicanas.

