O ex-ministro e ex-juiz Sergio Moro anunciou nesta quinta-feira (31) a desistência da pré-candidatura ao Palácio do Planalto. Em nota divulgada nas redes sociais, ele reafirma a filiação ao União Brasil, partido que surgiu há pouco mais de um mês, com a fusão do DEM e do PSL.

Moro pontuou que “o Brasil precisa de uma alternativa que livre o país dos extremos, da instabilidade e da radicalização”. Segundo ele, a entrada no União Brasil permite que seja facilitada a discussão de um nome do que chama de “centro democrático” para construir uma candidatura única.

No texto, ele agradeceu à direção do Podemos, partido em que ficou filiado por apenas alguns meses. A saída dele da legenda coloca fim às disputas internas de integrantes que eram contrários à candidatura, mas deixa desgaste pelo tempo e dinheiro usados em uma campanha que morreu antes mesmo de começar.

Dificuldades internas

Em entrevista coletiva para divulgar a filiação de Moro, o vice-presidente do União Brasil, Júnior Bozella, afirmou que o futuro do ex-ministro ainda não estava definido dentro do partido. Ele levou em consideração que as pesquisas o colocavam disputando, no mínimo, o terceiro lugar, com Ciro Gomes.

Entretanto, políticos da ala demista do União Brasil divulgaram uma nota nesta quinta-feira em que se dizem contrários à indicação de Moro a uma eventual candidatura presidencial. O grupo representa 49% dos votos da executiva do partido e é liderado pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto.

“Caso seja do interesse de Moro construir uma candidatura em São Paulo pela legenda, o ex-ministro será muito bem-vindo. Mas, neste momento, não há hipótese de concordarmos com sua pré-candidatura presidencial pelo partido”, diz a nota, que sepulta os sonhos presidenciais do ex-juiz.

Espera-se que Moro seja candidato a deputado federal – o jornalista José Luiz Datena deve ser o nome da legenda para disputar uma vaga ao Senado.