Sergio Moro acha que fez uma grande jogada política. Trocou um partido pequeno sem estrutura, sem dinheiro e dividido, o Podemos, por um grande, com dinheiro, tempo de TV e estrutura, o União Brasil, que não o quer como candidato a presidente.

Moro, que nunca esteve numa estrutura partidária, acredita na sua capacidade política de convencimento do grupo de ACM Neto, que representa quase metade de quem manda no União Brasil, e não vê possibilidade de apoiar o ex-juiz para presidente.

O outro grupo que Sergio Moro acredita que pode conquistar é o de Luciano Bivar, majoritário – que se interessa mesmo é por ter um partido com dinheiro.

O MBL, o grupo de Moro, não manda. Não tem estrutura nem o dinheiro necessários para definir os rumos do União Brasil. Esse é o único grupo que Moro tem e o quer como presidente.

Ao assinar sua ficha de filiação, Moro sabia que não poderia ser candidato a presidente da República, como informou o Bastidor. Reunido com os seus, hoje, ele falou mais grosso e disse que não concorreria a deputado federal, como quer o grupo de ACM Neto.

Moro disse até topar ser candidato ao Senado, mas o União Brasil já tem candidato a senador, o apresentador José Luiz Datena. Nem a garantia de que tem prioridade na legenda ele conseguiu.

Como disse um deputado do União Brasil, sábio experimentado da política, ao Bastidor: “Moro entrou achando que jantaria o partido, aproveitando-se do dinheiro e da estrutura da legenda, agora é ele que corre o risco de ser jantado, restando-lhe concorrer para deputado ou nada”.