O Partido da Mulher Brasileira vive uma crise de identidade. Pouco mais de 10 anos após sua criação, e com sua parcela de polêmicas, a agremiação quer largar o universo feminino. Pretende oficializar a mudança para Brasil 35. O pedido será julgado nesta terça-feira pelo TSE, a partir das 19h30.

A mudança informal é discutida desde o ano passado, quando se cogitou a chegada de Jair Bolsonaro à sigla, e foi colocada em prática tempos depois. A agremiação já até filiou Abraham Weintraub, ex-ministro da Educação e fiel seguidor das bobagens de Olavo de Carvalho, que pretende disputar o governo de São Paulo.

Essas possibilidades só corroboraram falas da presidente da sigla, Suêd Haidar, que já mostrou no passado que o foco do PMB são os conservadores, não as mulheres – aborto, por exemplo, não é uma das metas. Soma-se a isso os relatos de que homens dominam o partido, apesar da presidência feminina.