Geraldo Alckmin deve ser anunciado oficialmente como pré-candidato a vice na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, na sexta-feira (8). A informação foi confirmada pelo ex-presidente em entrevista à Rede T, do Paraná, nesta segunda-feira (5).
O ex-governador de São Paulo deixou o PSDB e se filiou ao PSB no fim de 2021, com o objetivo de participar da disputa eleitoral deste ano. Não é uma novidade que ele tenha interesse no cargo de vice-presidente. As negociações vêm acontecendo há meses, mas ainda falta a oficialização da chapa.
“Eu e o Alckmin podemos estar juntos na chapa. Vou ter uma reunião na sexta-feira em que o PSB vai propor o Alckmin, de vice e isso nós vamos levar para discutir no PT. (…) Vamos reconstruir o Brasil porque somos dois democratas, gostamos da democracia e temos como prova o exercício dos nossos mandatos”, disse o ex-presidente.
Pouco depois da entrevista, Lula publicou no Twitter uma mensagem de apoio ao ex-governador, contra quem disputou eleições em 2006. “Eu mudei, o Alckmin mudou e o Brasil mudou. Eu fui adversário do Alckmin, não inimigo. Feliz era o Brasil que tinha disputa entre dois partidos democráticos, porque existia debate civilizado, sobre programa de governo”, afirmou.
Lula lidera as pesquisas eleitorais, com cerca de 20 pontos a frente de Jair Bolsonaro, dependendo do instituto que faz a consulta. A saída de Sergio Moro da disputa deve movimentar o xadrez político. Novas pesquisas devem mostrar para onde os votos do ex-juiz vão migrar.
A aliança de Alckmin com Lula é vista com receio por apoiadores de Lula, devido ao histórico do ex-governador. O ex-tucano apoiou o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, e usou o palanque em 2018 para fazer críticas ao PT e aos escândalos de corrupção em que o partido se meteu nos últimos anos.
“Eu tenho dito a todo mundo que eu não quero ser candidato a presidente do PT. É preciso eu ser candidato de um movimento que esteja disposto a reconstruir e devolver a democracia a este país, a fortalecer as instituições, para que elas possam garantir o exercício democrático de quem governa este país”, disse Lula na entrevista.

