O executivo José Mauro Ferreira Coelho foi indicado pelo Ministério de Minas e Energia para assumir a presidência da Petrobras. Atualmente, ele preside o conselho da Pré-Sal Petróleo (PPSA), estatal responsável por negociar contratos de exploração do pré-sal para a União.

Coelho trabalhou no governo Bolsonaro, como secretário de Petróleo, no Ministério de Minas e Energia. Ele é considerado um homem de confiança do ministro Bento Albuquerque.

O nome dele foi definido depois da desistência do economista Adriano Pires. Especialista no setor de energia, ele desistiu da nomeação depois que parlamentares da base de apoio de Jair Bolsonaro questionaram o provável conflito de interesses na nomeação.

Pires é dono de uma empresa de consultoria que presta serviços a várias companhias do setor de combustíveis. Ele chegou a considerar a possibilidade de repassar os negócios para o nome do filho, mas a legislação impede a manobra.

No mesmo comunicado, o ministério anunciou que Márcio Andrade Weber será indicado para presidir o Conselho de Administração da Petrobras. O nome dele substitui a indicação de Luiz Rodolfo Landim Machado, presidente do Flamengo, que também possui negócios que poderiam gerar conflito de interesses na estatal.

Weber já foi diretor de Serviços da Petrobras Internacional (Braspetro), de 1991 a 1992. Em 2007, foi para a iniciativa privada, atuando na Petroserv, que produz equipamentos para a exploração de petróleo em alto mar.

A troca no comando da Petrobras deve ser efetivada no dia 13 de abril, durante a próxima reunião do conselho da empresa. Até lá, o general Joaquim Silva e Luna segue na presidência da empresa.

A demissão de Silva e Luna era dada como certa há algumas semanas. Em 11 de março, Jair Bolsonaro já havia conversado com aliados para definir a demissão do presidente da Petrobras. Ele estava insatisfeito com a atual política de preços da empresa, que vincula o valor cobrado nas bombas ao do petróleo no mercado internacional.