O botijão do ministro Bento Albuquerque está vazio em Brasília. Ele gastou todo o gás nas trocas da Petrobras. Mexer na empresa era ordem do presidente; maçaricar uma crise foi obra do almirante.
O titular das Minas e Energia queimou-se perante Jair Bolsonaro, militares e o centrão. Até grandes empresários do setor de energia ficaram irritados com a inabilidade do ministro em encontrar soluções que conciliassem as pressões políticas de um ano eleitoral com as exigências de governança da Petrobras. Fácil não seria, mas ministro de Minas e Energia está no cargo para resolver esse tipo de encrenca.
Os chefes do centrão, como Arthur Lira e Valdemar Costa Neto, sentiram o cheiro de queimado e já se posicionaram para controlar a pasta. O primeiro passo dessa estratégia é evitar que o MDB volte ao comando da área, como nos tempos do consórcio entre PT e o partido.
Bolsonaro e seus aliados entre os militares resistem ao avanço de PP e PL. Acreditam que a chefia política do setor é questão de soberania nacional. Na visão deles, soberania nacional significa militar no comando.
Quem está perto de Bolsonaro garante que, se o presidente for reeleito, o almirante não vira 2023 como ministro.

