De principal nome para quebrar a polarização entre Lula e Bolsonaro, o ex-juiz Sergio Moro tornou-se, em poucos meses, um pré-candidato sem rumo.

O anúncio de Luciano Bivar como presidenciável do União Brasil é o episódio mais recente numa sucessão de fatos que culminaram no sumiço de Moro como opção ao Planalto.

Quem apostava no projeto do ex-juiz acreditava que ele teria agora 15% nas intenções de voto, roubando eleitores de Bolsonaro. Alguns até supunham que a pré-candidatura não iria longe. Mas poucos avaliavam que Moro nem sequer estaria mais nas pesquisas tão cedo.

Agora filiado ao União Brasil, Moro, embora assegure que não desistiu do Planalto, deve ser candidato à Câmara por São Paulo – ou, num cenário ainda improvável, ao Senado. Tem poucos amigos no novo partido. Precisará vencer resistências mesmo entre aqueles que simpatizam com ele. Parece estar de favor no partido dos outros.

No Podemos, deixou apenas mágoas. Legou seus possíveis eleitores a Jair Bolsonaro, como passam a apontar pesquisas internas das principais campanhas.