O centrão fechou acordo com Jair Bolsonaro: se o presidente for reeleito, liquidará o experimento de Paulo Guedes com o Ministério da Economia. A pasta será fatiada e voltará a ter mais chefes, como era antes da gestão Bolsonaro.
Pelo acordo, o presidente reeleito recriará os ministérios da Indústria e Comércio e do Planejamento. O antigo Mdic ficará com o Republicanos (Marcos Pereira, que já comandou a pasta, ou quem ele indicar); e o Planejamento com o PP (Ricardo Barros). A Fazenda seguiria na “cota pessoal de Bolsonaro”.
O acerto não prevê uma bica em Guedes, embora isso esteja implícito – ao menos para o centrão. Se Bolsonaro for reeleito, os chefes partidários dizem que não aceitarão, em qualquer hipótese, a permanência do ministro da Economia.
Eles já estão elaborando uma lista de possíveis destinos de Guedes. Qualquer lugar, desde que longe do Brasil, serve: cargo em algum órgão multilateral, Embaixada de Portugal, Embaixada na Itália… Basta Guedes escolher – ou ser forçado, politicamente, a escolher. Se depender do centrão, a passagem é só de ida.

