Fontes do governo próximas à privatização da Eletrobras disseram ao Bastidor esperar que Ana Arraes não participasse do julgamento da segunda e última fase da operação no TCU. Mas a ministra está presente. E isso é má notícia, segundo esses interlocutores. Em reunião para apresentação dos fatos do processo, ela disse ser contrária à operação.

Integrantes do governo ligados à operação creditam esse posicionamento ao passado pró-Estado da ministra. Essa opinião, afirmam, é resultado da história da família de Ana Arraes. Ela é mãe de Eduardo Campos, morto em queda de avião enquanto disputava a eleição presidencial de 2014.

Seu pai, Miguel Arraes, foi um conhecido líder esquerdista em Pernambuco e fugiu para o exílio após o golpe militar de 1964 – Campos e Miguel morreram em 13 de agosto; avô em 2005 e neto ove anos depois. Marília Arraes, sua sobrinha-neta, também é política e de esquerda, já tendo disputado a prefeitura de Recife com seu primo, João Campos (neto de Ana e filho de Eduardo).