O consórcio do Nordeste está tentando se desvencilhar do calote que levou na compra dos respiradores em 2020, durante a pandemia de Covid. Divulgou nota há pouco destacando que a operação deflagrada nesta terça-feira pela PF mirou “personagens que não são ligados” ao colegiado estadual.

O bloco diz ter sido “vítima de uma fraude por parte de empresários que receberam o pagamento e não entregaram os aparelhos”. Só que a compra dos 300 respiradores foi feita enquanto Rui Costa, governador da Bahia pelo PT, presidia o consórcio e Bruno Dauster (um dos alvos de hoje da PF) era o chefe da Casa Civil baiana.

Dauster pediu exoneração do cargo em junho de 2020, após as irregularidades na aquisição dos equipamentos. E tanto há relação entre os envolvidos que, como noticiou o Bastidor, Cléber Isaac (alvo da PF nesta terça) e outros investigados propuseram, em julho de 2020, um acordo para ressarcir o calote na compra dos respiradores.

Mas a oferta está parada mesmo com as mudanças na presidência do Consórcio do Nordeste. Em outubro de 2020, Wellington Dias assumiu o posto no lugar de Rui Costa. O mandato do governador do Piauí terminou em janeiro deste ano, quando foi substituído por Paulo Câmara, de Pernambuco.

Dias é um dos principais articuladores da campanha de Lula.