A Susep, a Superintendência de Seguros Privados, afirmou em nota ao Bastidor que o banco Cactvs não tem autorização para oferecer produtos de seguros e previdência aos clientes. A autarquia é responsável por fiscalizar a atividade no Brasil e parte dela a liberação para que empresas possam atuar no setor.
“Em relação ao questionamento sobre a liberação para que o banco pudesse comercializar seguros de várias modalidades, esclarecemos que o Banco Cactvs CNPJ nº 39.696.395/0001-44, não é uma empresa autorizada pela Susep a operar produtos de seguros, previdência complementar aberta ou capitalização”, afirmou a Susep em nota.
Apesar da proibição da Susep, o Cactvs oferece diversas modalidades de seguros no site oficial, que vão desde coberturas automotivas a seguros de vida e auxílio funeral. Curiosamente, apesar da oferta, quando o visitante do site do banco clica para fazer o contrato, é redirecionado à página inicial.
Ainda de acordo com a Susep, o Cactvs pode estar sujeito a multas, caso seja constatado que está descumprindo normativas que regulam o setor.
Histórico de Fraudes
O dono do Cactvs, Fernando Passos, está respondendo a um processo nos Estados Unidos por fraude a investidores americanos. Em 2020, quando era diretor-financeiro do IRB Brasil, ele inventou uma notícia de que a empresa brasileira estava recebendo grande aporte financeiro do fundo Berkshire Hathaway, do bilionário Warren Buffett.
A ideia era alavancar o preço das ações do IRB, que já estavam em queda por causa de avaliações ruins do mercado. Ele buscava fazer com que outros investidores comprassem os papeis da empresa e fizessem a cotação subir. Só não contou que o Berkshire desmentiria de forma tão rápida a fraude.
Depois da nota do Berkshire, as ações do IRB Brasil despencaram, levando a principal empresa de resseguros do Brasil quase à falência. Passos acabou demitindo e fundando o Cactvs, ao lado da mulher, Kelvia Fernandes Passos.
A nova empresa, porém, mal nasceu e já se envolveu em encrencas. O casal é investigado por tentar fraudar uma carta de fiança do Banco do Brasil para firmar um contrato com a operadora de cartões Elo. A fraude foi descoberta e o caso foi levado ao Ministério Público. Atualmente, está sob investigação na 2ª Delegacia de Polícia de Barueri, na Grande São Paulo. O inquérito deve ser encerrado nos próximos dias.
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