O ex-ministro José Dirceu, em suas conversas recentes com a direção do PT, sugeriu que a coordenação de campanha do ex-presidente Lula passe a se reunir quinzenalmente com aliados políticos, de movimentos sociais e grupos de interesses.

Para Dirceu, os encontros evitariam erros como os recém cometidos por Lula em suas declarações sobre a polícia, militares, evangélicos e aborto. Também ajudaria na avaliação de alianças como as do PSB em São Paulo e no Rio de Janeiro e com o PSD em Minas Gerais – as mais sensíveis, na sua avaliação.

Em Minas, o PSD de Alexandre Kalil dará palanque para Lula, mas tem um candidato ao Senado disputando com o PT. Espera-se que Alexandre Silveira desista em favor do petista Reginaldo Lopes.

No Rio, a vaga para o Senado também é motivo de disputa. O PSB e PT têm candidatos.

Em São Paulo, Márcio França insiste em sua candidatura a governador contra Fernando Haddad, candidato de Lula ao Palácio Bandeirantes.

Dirceu conversa bastante. Apresentou a sugestão a petistas e ao ex-presidente Lula. Mas, apesar de suas orientações, Dirceu já disse a aliados que sabe que não poderá participar diretamente da estrutura de campanha.

Para Dirceu, sua presença atrapalharia o ex-presidente.

Ainda assim, o ex-ministro de Lula esteve presente no ato do Dia do Trabalhador em São Paulo e foi paparicado pelos manifestantes. Ele só é bem recebido entre os convertidos.

Condenado no mensalão e na Lava Jato, José Dirceu mantém sua atuação política e ideológica no PT oferecendo suas análises de conjuntura, além de manter a discrição sobre seus encontros políticos –ele recebe lideranças não só do PT.