Mesmo tendo deixado a Secretaria de Fazenda de São Paulo para coordenar o plano econômico de João Doria, Henrique Meirelles evita, ao ser abordado por aliados de Lula, fechar as portas para uma eventual gestão do petista.
Sempre que interlocutores em comum sugerem que ele poderia voltar a fazer parte da equipe econômica de um novo governo Lula, Meirelles desconversa, mas não rejeita.
O ex-secretário de Fazenda diz que, no momento, seu foco está na elaboração do plano econômico de Doria e que vai trabalhar pela vitória do ex-governador de São Paulo. Sobre Lula, cita o próprio Doria ao dizer que a prioridade é derrotar Jair Bolsonaro.
Meirelles foi por oito anos presidente do Banco Central na gestão de Lula, o mais longevo, numa parceria sempre citada por ele como bem-sucedida.
Lula tem uma boa relação com Meirelles. O ex-presidente chegou a sugerir seu nome a Dilma Rousseff depois das eleições de 2014. Agora aliados de ambos acreditam que, num eventual segundo turno, o ex-secretário de Doria poderia ser útil para atrair o eleitor mais de centro-direita e o mercado.

