O presidente Jair Bolsonaro passará a comparar seu governo ao de Lula. Se o petista insiste que os brasileiros viviam melhor sob sua liderança, prometendo a volta de tempos felizes, Bolsonaro dirá que foi graças a ele que o país sobreviveu à tempestade dos últimos anos.
A campanha do presidente pretende argumentar que a crise econômica e o empobrecimento da população é culpa da conjuntura internacional, da guerra na Ucrânia, da pandemia e da ganância empresarial – uma das principais vilãs seguirá sendo aa Petrobras, responsável pela política de preço dos derivados do petróleo.
Dirá mais. Que se não fossem as ações de seu governo – como o auxílio emergencial, o congelamento de dívidas por um período e as medidas para socorrer as empresas – a situação econômica estaria ainda pior.
Será uma maneira de tentar associar o auxílio de 400 reais ao seu nome. Para os conselheiros do presidente, trata-se de um ativo eleitoral poderoso, capaz de vencer resistências a Bolsonaro entre os mais pobres. Hoje, porém, os beneficiários ainda acreditam, em parte, que o pagamento é fruto de uma política do ex-presidente Lula.

