Os ataques constantes de Jair Bolsonaro ao trio Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso e Edson Fachin parecem indicar que o presidente se considera inimigo de todos os ministros do Supremo. Não é bem assim.
Ocasionalmente, Bolsonaro elogia alguns ministros – incluindo, claro, aqueles nomeados por ele. André Mendonça ainda tem bastante capital, embora esteja em baixa após o julgamento de Daniel Silveira. (O novato votou pela condenação do deputado, embora com pena menor.) Kassio segue como “exemplo” de ministro, no comentário do presidente a aliados.
O presidente também fala bem de Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski. Mas só diz isso a conselheiros muito próximos. Os dois são classificados como “leais e firmes” e, diz Bolsonaro, “jogam dentro das quatro linhas (da Constituição)”.

