Os presidentes do MDB, PSDB e Cidadania definiram como critério de escolha para a eventual candidatura única ao Palácio do Planalto o resultado de pesquisas quantitativas e qualitativas.

Enquanto uma pesquisa avalia números percentuais de apoio ou não a um candidato, a outra verifica o sentimento de eleitores sobre determinado candidato e sobre temas a serem abordados na eleição.

Falta combinar com os pré-candidatos, porém. Segundo tucanos e emedebistas ligados a João Doria (PSDB) e Simone Tebet (MDB), nenhum dos dois está disposto a desistir da cabeça de chapa.

Normalmente, a fala pública costuma ser a de que a pré-candidatura, qualquer que seja ela, é para se fortalecer nas mesas de negociações. Mas, desta vez, garantem, não é.

Tebet acredita que sua baixa rejeição pode colocá-la no segundo turno. Já Doria acha que vira o jogo e sempre cita suas candidaturas à prefeitura e ao governo de São Paulo.

Bastidor vem mostrando a dificuldade dos presidentes dos partidos para fechar uma chapa única que reúna a chamada terceira via no prazo definido, 18 de maio.

De acordo com um tucano inteirado das negociações, as pesquisas vão servir para gastar dinheiro, porque dificilmente vão convencer os pré-candidatos a sentar à mesa de negociação de fato abertos à conversa.

Cada dia, disse um deles, está mais difícil acreditar na possibilidade de conseguir a união.