Amigos de Michel Temer, com a sua autorização, passaram a vender, para ver se cola nos partidos de centro, a ideia de que o ex-presidente poderia ser uma solução viável e competitiva para as dificuldades de se ter um candidato único da chamada terceira via.

No PSDB, João Doria não desiste de sua pré-candidatura, e os tucanos estão fragmentados, defendendo até apoiar Lula como presidente. No MDB, Simone Tebet afirma que não será candidata a vice. E, no União Brasil, o presidente do partido, Luciano Bivar, jura que não está esquentando a cadeira de candidato para ninguém.

Apesar do cenário, dificilmente alguém vai cair na conversa dos aliados de Temer.

Um dos problemas, diz um emedebista, é que o ex-presidente mal tinha voto para se eleger deputado federal, “imagina para presidente da República”.

Os entusiastas discordam. Um deles defendeu ao Bastidor que Temer teria discurso e voto para enfrentar Lula e Jair Bolsonaro. “É só mostrar os dados de como estava o país quando Temer assumiu e como entregou a Bolsonaro”, disse, a sério.

Seus argumentos estão na ponta da língua. “Temer entregou uma reforma trabalhista, o teto de gastos e deixou preparada a reforma da Previdência pronta para ser votada. Os juros, no fim de seu mandato, estavam em 6,5% e a inflação, em 3,75%”, empolga-se.

Tirando os muito amigos e o próprio ex-presidente, ninguém acredita na viabilidade nem política nem eleitoral de uma campanha de Michel Temer.