A campanha à reeleição de Jair Bolsonaro está diante de um impasse. O presidente não arrefece as agressões a ministros do Supremo Tribunal Federal, especialmente Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso. Enquanto isso, seu aliados estão convencidos que este discurso afasta a maioria do eleitores, que estão preocupados mesmo com desemprego, queda na renda e falta de comida.
Nos próximos dias, os responsáveis pela campanha vão tentar convencer Bolsonaro a mudar – ou, como já se disse muito, tentarão contê-lo. Usarão como argumento o resultado adverso da pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira, que assustou a todos.
O problema do presidente é outro, segundo seus aliados. Ataques aos ministros do STF estão acima da eleição, são uma forma de lutar contra o inquérito das fake news, em que ele e o filho Carlos são investigados. Como o Bastidor já informou, o presidente se preocupa com eventual ação contra sua família nesta ação.
O objetivo, segundo um interlocutor íntimo do presidente, é criar um clima em que ele possa acusar os ministros, especialmente Alexandre de Moraes, de suspeição.
Um aliado diz que se Bolsonaro não crescer nas pesquisas após as inserções televisivas do PL, em junho, o presidente se verá diante de um dilema: manter seu estilo agressivo de defesa e correr o risco de não ganhar eleitores ou adotar uma postura institucional, deixar o STF de lado, e falar mais em problemas reais em buscar de eleitores.

