O aeroporto de Congonhas, em São Paulo, deve ser a salvação do programa governo federal de concessão de 15 aeroportos, previsto para este ano. As outras instalações a serem oferecidas à iniciativa privada não são tão atraentes e podem ficar sem boas ofertas devido à conjuntura desfavorável.

O cenário nacional para empresas que desejam investir nesse ramo é o pior possível. Persistem os efeitos da pandemia e inflação alta, além das tradicionais insegurança jurídica e burocracia estatal.

O pacote faz parte de uma das últimas tentativas do ministro da Economia, Paulo Guedes, ter algo a dizer sobre privatizações e concessões nesta gestão. O governo espera conseguir 450 milhões de reais em outorgas, além de R$ 7,4 bilhões em investimentos com a concessão das 15 instalações espalhadas por Amapá, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro e São Paulo.

Com o cenário difícil, Congonhas deve ser a exceção em atrativo. O empreendimento deve receber 3,4 bilhões em investimentos e render, junto com outras instalações incluídas na mesma concessão, 255 milhões de reais aos cofres públicos. As vantagens: Congonhas é um aeroporto pequeno, por onde circulam 23 milhões de passageiros por ano. Este conjunto significa custos menores e receita maior.

Segundo especialistas do setor envolvidos no negócio, outros aeroportos, incluindo Galeão e Santos Dumont, não são tão atrativos porque têm recebido poucos passageiros.

No caso das unidades do Rio de Janeiro, um dos motivos para o menor interesse do setor privado é o modelo de concessão, que pode fazer os empreendimentos concorrerem entre si.