O recém-formado União Brasil terá um ano de cofres cheios para gastar na campanha eleitoral e na candidatura do presidente da legenda, Luciano Bivar, ao Palácio do Planalto, caso ela se mantenha. O partido receberá, sozinho, 782 milhões de reais dos cofres públicos. A quantia é referente ao Fundo Eleitoral, que soma neste ano quase 5 bilhões a serem distribuídos para as candidaturas.
O segundo partido com mais recursos a receber é o PT, que levará 503 milhões, seguido do MDB e do PSD, com 363 milhões e 349 milhões, respectivamente. Fechando o top 5, aparece o Progressistas, que terá mais 344 milhões à disposição para gastar neste ano. Juntos, os cinco partidos representam 47,24% de todos os recursos liberados.
O Fundo Eleitoral foi criado em 2017 e ajudou os partidos a bancar a campanha das últimas eleições municipais. A verba é dividida entre as 32 legendas registradas no país. Neste ano, pela segunda vez, o Novo foi o único a se recusar a receber a verba. O montante direcionado à legenda será devolvido ao Tesouro Nacional.
A maior parte dos quase 5 bilhões disponíveis foi dividida de acordo com o número de representantes eleitos em 2018 e em eleições suplementares desde então. Considera também o número de membros de cada legenda no Congresso Nacional. Apenas 2% são divididos igualitariamente entre as legendas, independentemente do tamanho das bancadas.
O dinheiro será liberado depois que os partidos realizarem convenções e decidirem de que forma gastarão as verbas. Também não há vinculação entre o fundo eleitoral e o partidário, ou seja, cada legenda vai receber as duas quantias neste ano.
Veja como ficou a distribuição dos recursos
União gigante
A distribuição dos recursos beneficiou diretamente o União Brasil. A legenda formada pela junção do DEM e do PSL, acabou formando o maior partido do país e deu a Luciano Bivar o sonho de tentar a cadeira mais importante do Planalto de novo. Com a aliança, os partidos também garantiram quase 16% de todo o bolo do fundo.
Além do União Brasil, as novas federações também serão beneficiadas. A última alteração do Código Eleitoral determina que a distribuição do fundo seja feita de acordo com as bancadas não de cada legenda, mas sim com base no total de representantes de toda a federação. Dessa forma, partidos pequenos, com poucos representantes, podem ajudar a engordar as bancadas e as verbas.
Até agora, há três federações registradas e com possibilidade de receberem dinheiro do fundo eleitoral. São elas: PSDB Cidadania, integrada pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e pelo Cidadania; Federação PSOL Rede, que reúne o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e a Rede Sustentabilidade (Rede); e Federação Brasil da Esperança (FE Brasil), integrada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Partido Verde (PV).

