A prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro não será usada pela campanha do ex-presidente Lula contra Jair Bolsonaro no momento. O PT prefere ficar longe do tema corrupção na disputa.
Para os aliados de Lula, a campanha deve manter a linha atual, de focar nos problemas sociais e econômicos, como desemprego, inflação, volta da fome, agravamento da miséria, número desproporcional de mortes na pandemia e a insensibilidade de Bolsonaro, ao mesmo tempo em que lembra os feitos do governo Lula.
Petistas ligados à campanha afirmaram ao Bastidor que o casos de corrupção sob Bolsonaro só serão usados para dar respostas quando surgirem acusações ou quando Bolsonaro negar malfeitos em sua gestão.
De acordo com um petista, a corrupção “não deve ser o ponto principal da campanha sob o risco de voltamos a 2018, quando nada mais importou”. O tema pode reavivar a memória da Lava Jato, o esquema de corrupção na Petrobras e a prisão de Lula.
Todos avaliam que a prisão de Milton Ribeiro não mudará Bolsonaro, que seguirá com o discurso negacionista sobre seu governo.

