A campanha de Lula fará um gesto de aproximação para o mercado e os investidores da Petrobras em particular. Nos próximos dias, a campanha do ex-presidente vai divulgar um documento no qual detalhará algumas ideias para a estatal e a questão do preço dos combustíveis.

A despeito do discurso de Lula, que falou em “abrasileirar” o preço dos combustíveis, o PT quer deixar claro para o mercado que não se trata de congelamento de preços, ideia que apavora o mercado.

Os petistas sabem que, após o congelamento promovido por Dilma Rousseff, o discurso de Lula coloca medo nos investidores. No governo Dilma, a Petrobras não reajustou preços para segurar a inflação e não prejudicar a reeleição. Teve um prejuízo de bilhões de reais.

De acordo com petistas envolvidos no trabalho, o texto não vai dizer que a então presidente errou, mas que o contexto da época era diferente do de hoje.

Os petistas entendem que travar artificialmente o preço dos combustíveis resultará em desabastecimento – e não apenas em perdas para investidores e acionistas minoritários. Diante disso, uma das propostas será trabalhar pela criação de um fundo de estabilização, capaz de atenuar os efeitos das flutuações do preço do petróleo no mercado internacional para a empresa.

A medida já foi aprovada no Senado por sugestão do senador petista Jean Paul Prastes, mas está parada na Câmara, onde enfrenta resistência do presidente da Casa, Arthur Lira.