Randolfe Rodrigues conseguiu de novo atingir a quantidade necessária de assinaturas para a abertura da CPI do MEC. O senador anunciou ontem que conta com o apoio de 28 colegas, um a mais do que o mínimo necessário para a abertura da investigação. Mas o pedido não será protocolado agora.

O senador diz que vai esperar pelo menos até a próxima terça-feira, 28, para apresentar o pedido de abertura. Ele acredita que conseguirá mais apoios até lá. Só que essa decisão abre espaço para manobras e barganhas de senadores junto ao governo federal.

Em março, quando começou o escândalo no Ministério da Educação, envolvendo Milton Ribeiro e os pastores, Randolfe juntou 27 assinaturas para que a CPI fosse aberta. No entanto, o governo atuou com promessas de liberação de emendas e fez com que três desistissem. Um até voltou atrás e manteve a assinatura, mas o total era insuficiente para o pedido prosperar.

A prisão de Milton Ribeiro incentivou mais senadores a participar da abertura da investigação. Contudo, a soltura em cerca de 24 horas pode enfraquecer de novo o ânimo dos que queriam apenas surfar na imediata queda de popularidade do governo.

Caso os 28 subscritores da proposta se mantenham firmes desta vez, o governo terá mais um grande problema a lidar. Randolfe admite que as investigações só devem começar em agosto, bem no início da campanha eleitoral.