A bancada do PT tentou evitar, mas não conseguiu. Teve apoio apenas do Psol na tentativa de barrar as emendas de relator na votação de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2023 na Comissão Mista do Orçamento.

O objetivo dos petistas e de seus aliados do Psol era evitar que o próximo presidente da República – que pode ser Lula – tenha de conviver com o orçamento secreto criado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira. As emendas de relator são controladas por Lira e têm praticamente nenhuma transparência.

Mas, como esperado, ninguém abriu mão dos 19 bilhões de reais previstos para o orçamento do ano que vem. O resultado deve se repetir na votação da matéria no plenário do Congresso. Nenhuma outra bancada, além do PT e do Psol, está disposta a abrir mão do poder de gastar por emendas secretas.

Principal articulador para a manutenção do orçamento secreto, Lira promete poder a seus pares em troca de sua reeleição ao cargo. Saiu vitorioso.

De acordo com um deputado aliado de Lula no Nordeste, o petista, se eleito, terá de pactuar com o Congresso uma transição para que possa ter maior controle a partir de 2024. Ainda assim, acha difícil que os parlamentares aceitem abrir mão desse poder. O gasto do próximo presidente já está contratado.