Oficialmente, PT e o PSB estarão juntos em cinco estados – Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Contudo, há um “porém” não dito nos acordos: a infidelidade corre solta.

No Maranhão, o adversário do socialista Carlos Brandão, atual governador, poderá usar a imagem de Lula na campanha. Weverton Rocha, do PDT, se classifica em sua campanha como “o amigo de Lula” no estado.

Em Pernambuco, o problema é semelhante. Líder nas pesquisas, a deputada Marília Arraes, do Solidariedade, também usa o nome e a imagem de Lula na campanha. O PSB, quarto colocado nas pesquisas, tenta impedir a prática da adversária.

No Rio de Janeiro, apesar da proximidade de Lula e Marcelo Freixo, o PT fluminense é mais próximo do candidato do PDT a governador, Rodrigo Neves. Para piorar, PT e PSB ainda discutem quem terá candidato ao Senado.

Já na Paraíba, embora o candidato petista, o ex-governador Ricardo Coutinho, esteja inelegível, o partido insiste em sua pré-candidatura ao Senado contra uma aliança com o PSB.

Apenas no Espírito Santo o acordo é respeitado sem deslizes. O PT desistiu da candidatura do senador Fabiano Contarato ao governo para apoiar a reeleição de Renato Casagrande, do PSB.