O promotor Luis Marcelo Mafra Bernardes da Silva, da 13ª Promotoria de Justiça de Foz do Iguaçu, também vai acompanhar o inquérito sobre o assassinato do petista Marcelo Arruda pelo bolsonarista Jorge Guaranho. Ele será assistido pelo Coordenador do Gaeco na cidade, Tiago Lisboa Mendonça, que está no caso desde o princípio.

Silva entra no trabalho por sua atribuição natural, por ser um caso de crime doloso contra a vida. Mendonça segue porque foi designado diretamente pela Procuradoria-Geral do Estado.

Os dois promotores vão atuar juntos. Eles têm até a próxima quarta-feira para decidir se apresentam a denúncia contra o policial penal Jorge Guaranho, autor do crime.

Na semana passada, a Polícia Civil do Paraná encerrou o inquérito e indiciou Guaranho pelo crime de homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e por colocar em risco outras pessoas. Não foi apontado o crime de violência política.

Na noite de 9 de julho, Guaranho invadiu a festa de aniversário de Arruda, que homenageava o ex-presidente Lula. Guaranho gritou “aqui é Bolsonaro” e Arruda atirou pedras contra o carro do invasor. Guaranho foi embora, voltou cerca de 10 minutos depois e matou Arruda. Guaranho também foi atingido por Arruda e está internado em estado grave.

Apesar da motivação inicial ter sido a discordância política, a delegada Camila Cecconello descartou a tese de que isso gerou o assassinato.