Tem nome, sobrenome e cargo o responsável pela apresentação de fake news sobre as urnas eletrônicas feita pelo presidente Jair Bolsonaro a embaixadores na segunda-feira: Mauro Cesar Barbosa Cid, chefe dos ajudantes de ordem.

Tenente-coronel do Exército, Cid tem a confiança de Bolsonaro. Em fevereiro, ele foi o único indiciado no inquérito que apura o vazamento de informações sigilosas de um inquérito da Polícia Federal por Bolsonaro e pelo deputado Filipe Barros.

Na época, o Bastidor informou que o presidente decidiu mantê-lo no cargo por considerar que o protegeria do Supremo Tribunal Federal.

Seu pai, o general Lorena Cid, é o chefe do escritório em Miami da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex). Fo indicado ao cargo pelo governo.

Além do ajudante de ordens, outros da ala militar –da reserva e da ativa– do governo incentivaram o presidente a realizar a reunião, segundo auxiliares políticos de Bolsonaro.

Foram eles: os ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral da Presidência) e Paulo Sergio Nogueira (Ministério da Defesa) e o general Braga Netto, pré-candidato a vice de Bolsonaro.

Bastidor informou que integrantes da coordenação de campanha classificaram a reunião com embaixadores um vexame internacional sem resultado prático para a reeleição de Bolsonaro.