Interlocutores frequentes de Michel Temer garantem que o ex-presidente tem feito seu próprio jogo, pensando em ser laureado o candidato “pacificador do Brasil” pelo MDB.
Foi por isso, dizem seus aliados, que ele topou levar ao presidente do MDB, Baleia Rossi, a proposta de adiar a convenção que vai confirmar o nome de Simone Tebet. A ideia foi imediatamente rechaçada por Baleia.
Temer, tem mostrado o Bastidor, sonha disputar a Presidência da República. Ele está convencido de que, entre Lula e Jair Bolsonaro, o eleitor o escolheria por ser um caminho, segundo ele, longe dos extremos. Seria, gosta de dizer, “o pacificador”.
Jogando com a divisão dentro do MDB, poderia ser o nome que uniria a legenda. É um devaneio.
Numa conversa recente com empresários mais próximos, ele ouviu –e acreditou– que o Brasil precisava dele. Mas, de acordo com gente próxima, as falas de incentivo do empresariado amigo foram somente gentileza. Ninguém acredita em sua capacidade de ter voto.
De todo modo, Michel Temer não fará movimento explícito. Espera que seus aliados mais fieis se movimentem e preparem o terreno para a sua entrada.

